Engenharia Civil
É o ramo da engenharia que projeta, gerencia e executa obras, dentre elas pode-se destacar: casas, edifícios, pontes, viadutos, estradas, barragens, canais, portos entre outras.
O engenheiro civil tem o papel de projetar, gerenciar e acompanhar todas as etapas de uma construção ou reforma. Sua atuação inclui a análise das características do solo, o estudo da insolação e da ventilação do local e a definição dos tipos de fundação. Com base nesses dados, o profissional desenvolve o projeto, especifica as redes de instalações elétricas, hidráulicas e de saneamento do edifício e define o material que será utilizado.
No canteiro de obras, tem as atribuições de chefiar as equipes de trabalho, supervisionar prazos, custos, padrões de qualidade e de segurança. Cabe a ele a responsabilidade de garantir a estabilidade e a segurança da edificação, calculando os efeitos dos ventos e das mudanças de temperatura na resistência dos materiais usados na construção.
Esse profissional também pode dedicar-se à administração de recursos prediais, gerenciando a infraestrutura e a ocupação de um edifício, por exemplo.
O Curso
Disciplinas como matemática, física, estatística, desenho técnico e lógica são o forte do currículo. Portanto, o estudante que pretende tornar-se um engenheiro civil deve se preparar para exercitar suas habilidades em cálculo e desenho.
Há também, atividades em laboratório e matérias das áreas de Administração e Economia que ensinam técnicas e métodos de gerenciamento de projetos e equipes. Nos três anos finais, o futuro engenheiro cursa disciplinas mais ligadas às áreas de especialização escolhidas: estruturas, construção civil, hidráulica e saneamento, transportes ou geotecnia.
Para a obtenção do diploma, o estágio é obrigatório, assim como o trabalho de conclusão de curso.
Duração média: cinco anos.
A formação básica tem disciplinas como matemática, física, química e suas ramificações; resistência dos materiais; mecânica dos fluídos; teoria de estruturas e eletrotécnica; computação. Já as disciplinas específicas ou profissionalizantes incluem estruturas de concreto, aço e madeira; sistemas prediais; saneamento, recursos hídricos, materiais e técnicas de construção, obras de terra, projetos de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.
As disciplinas podem mudar de nome de acordo com a instituição de ensino, mas no geral são:
- Cálculo
- Geometria Analítica
- Física
- Química Geral
- Desenho
- Álgebra Linear
- Probabilidade e Estatística
- Introdução à Computação
- Mecânica Geral
- Sociologia
- Equações Diferenciais Ordinárias
- Metodologia Científica ou Método Científico
- Resistência dos Materiais
- Laboratório de Materiais de Construção
- Introdução à Geotecnia
- Análise Estrutural
- Sistemas Estruturais
- Hidráulica
- Mecânica dos Solos
- Ciências do Ambiente
- Hidrologia
- Topografia e Geodésia
- Arquitetura e Urbanismo
- Construção Civil
- Sistema de Abastecimento de Água
- Concreto Estrutural
- Estruturas de Aço
- Projeto de Estradas
- Planejamento de Transporte e da Mobilidade Urbana
- Coleta e Transporte de Esgoto Sanitário
- Fundações
- Sistemas Prediais Hidráulico-Sanitários
- Sistemas Elétricos Prediais
- Planejamento e Controle de Obras
- Engenharia de Segurança
- Administração
- Economia ou Introdução à Economia
- Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)
Em quais frentes o profissional pode atuar
Construção urbana: Projetar, construir e reformar casas, prédios e grandes instalações, como estádios esportivos, shopping centers e aeroportos.
Estruturas e fundações: Projetar e edificar fundações e estruturas de madeira, aço ou concreto, que dão apoio às construções, calculando o material necessário e as dimensões da obra.
Gerência de recursos prediais: Manter em ordem a infraestrutura de prédios e estabelecer padrões de qualidade, ocupação e uso do espaço.
Hidráulica e recursos hídricos: Projetar, gerenciar e executar obras de barragens, canais, reservatórios, sistemas de irrigação, drenagem ou obras costeiras.
Infraestrutura: Projetar e construir obras como rodovias, ferrovias, viadutos, portos, metrôs, túneis e viadutos.
Saneamento: Fazer o projeto e construir obras de saneamento básico, como redes de captação e distribuição de água e estações de tratamento de água e esgotos.
Cálculo estrutural: uma das áreas mais rentáveis da Engenharia Civil é a de cálculo estrutural, em que o profissional se responsabiliza inteiramente por fazer todos os cálculos com base em um projeto – não necessariamente desenvolvido por ele próprio.
Elétrica básica: planejar o circuito elétrico básico de uma obra ainda em projeto, ou até solucionar alguns problemas dessa natureza em obras já existentes, sobretudo os que demandam modificar estruturas concretas.
Pesquisa: o engenheiro civil ainda pode se dedicar a pesquisar novidades na área das estruturas e tecnologias referentes ao seu trabalho. Também pode pesquisar, ao lado de engenheiros químicos, novos materiais que podem ser usados em suas composições. Por fim, ele pode dedicar-se à magistratura, lecionando em faculdades e cursos diversos.
O mercado
Sempre é complicado falar de mercado pois entre altas e baixas, percebo exemplos de empresas e profissionais que conseguiram manter suas demandas em momentos de crise.
É lógico que com a economia em baixa fica mais complicado essa conexão com o mercado mas em ambos os casos, pra mim, a engenharia civil ainda se mostra como uma excelente escolha, pois os profissionais podem trabalhar em muitas frentes, como indústrias das mais diversas, escritórios, bancos públicos e privados e também na administração e empresas públicas, como fiscais de obras e coordenadores de projetos.
Além do mais pensa bem, não existe mais emprego, a era do trabalho já começou. Tudo isso não é apenas consequência de um período de recessão ou pandemia, mas uma realidade para qual todos devemos estar preparados.
Mas isso é conversa para outro post.
Boa sorte!
Referências: Guia do Estudante; CONFEA.
Fonte Web. Blog da engenharia